segunda-feira, 29 de junho de 2009

Abro os olhos ___________ devagar
Algo errado!
Minhas mãos desconfortáveis;
trago-as a espreita de meus olhos:
meladas
vermelhas
SUSTO!!!!!
-AAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!
-O que fiz? degolei a esperança!!!!!!!!
Os poetas são um
as pessoas são unas
os acontecimentos milhões
os desejos, enfim...
As doses enormes
os vícios distribuídos
as escolhas unas:
os furtos
os sustos

as escolhas vazias
os infinitos do sonho
as escorregadas
as partidas
as palavras sem nexo
o poeta sem sexo
as pessoas convexas:
a liturgia
as orgias
as escolhas
as bolhas

as descomunhões:
as palavras sem eixo
o vazio
o regato
o legado
o recado.

a falta de imaginação:
há falta
há falta
há...
a letra
a escuta
o aconchego
as mãos
os estanhos
os estranhos
os tamanhos

há...
ah! ah! ah!
enfim:
o surto!

os sustos
os pés
o caminhar - adivinhar
a escuta

o biruta: direção
a biruta: surto
conquistas
enfadonhas memórias
bizarras relações:
a pauta
a flauta
a música!
o som.

As imagens
os ritos de passagem
a miragem
a virgem:
vertigem
a ideia?
Paideia!
Estou com saudade de mim
escrachada
risada
livre

estou com saudade de mim
apaixonada
abandonada
voraz !

estou com saudade de mim
assim como nada
um copo vazio
uma voz sem endereço
os passos trocados
sem rumos

estou com saudade de mim
estou assim
chinfrim!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pelo que menos. Pelo que mais.
A liberdade talvez seja realmente a liquidez de um banco.
Ou ela será aquilo que determino?
E o que determino não está na liquidez de meu ser nem de ninguém
Todo discurso inútil.
Todo discurso inevitável:
fútil!
Além de rima é uma coisa para se pensar.
Azar o meu: Escuto
e passo!
Toda nostalgia que sinto
Esta dor que cibalena não cura
que cerveja também não
que toda brincadeira não engana
e que todo tiro não mata
Esta nostalgia que não quer novalgina
que não quer cerveja e despreza música
que se desespera na espera e que sabe que a espera não adianta:
a novalgina, o lexotan e a cibalena também não
Adiantada me dói a ausência tua
Suada e sem mais o porque enxugo a face
beijo o que penso ser a tua testa e durmo.
Vazio total...
perfeitamente explícito!
perfeitamente perfeito.
Totalmente oco.
Total vazio.
Total vazio.
e, em meu peito
apenas o sutiã.
Solidão pra quê?
se todos somos a mesma coisa...
Serafins?
afins de nada mais
nada menos: ser tatuagens?
Bobagens...é tudo pele!

Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil
A cada dia se reforça o discurso e a necessidade da Reciclagem de Materiais, eu respeito. Mas o que mais me atrai é poder dar forma e vida a objetos que estariam fadados às cinzas e a destruição: Reutilizar, Refazer. Respeito ao ambiente, às gerações futuras e aos próprios objetos. Somos uma totalidade. Não há como separar, o conhecimento popular, a arte a cultura, a história. O que nos une é a busca.