Espero cegar minh'alma
para enxergar a tua
e nesta derrota
amaciar o meu tom .
Conhecer a minha lucidez e renascer!!!
ainda que fosse sonho - sonharia!
ainda que fosse esperança - esperaria!
Mas é desejo - desejo-te!
Transpiro você e você me vence
Inspiro você e você me oxigena
Eu te exorcizo e você
me romantiza:
Sugar o teu corpo
Molhar-me em teu suor
e no brilho de teu olhar
abandonar-me...
Este será um espaço onde exporei meus trabalhos tanto de escritos (apesar de não me considerar "escritora") e meus objetos feitos com reciclagem de materiais.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
ENCONTROS CASUAIS (PROVISÓRIO)
Encontros casuais sempre acontecem. Em qualquer lugar. E com todos. Amigos não precisam conviver todos os dias...chavão? é pode ser.
- Olá como vai você? diz uma voz declaradamente feliz. - pensei que tivesse partido. Ontem ainda liguei para aquele número que você me deu e só deu secretária eletrônica. Desculpe-me mas pensei mesmo que tivesse partido. É bom mesmo te ver...
- Ih...minha vida, nem te conto. Respondeu com um sorriso de invejar qualquer modelo de pasta de dentes. - Tá pior que o Labirinto e o duro é que tem mais de um Minotauro. Mas sempre surjo da sombra ou das cinzas. Aliás, as sombras e as cinzas são o meu lugar. Mas, eu insisto!! não se pode perder a delicadeza da vida por mais que nos instiguem. A vida é dura para quem é mal humorado. Não é mesmo?
Risadas e abraços. Há muito não se vêem. Também da segunda só posso dizer que nem sinais de fumaça a atingem. Está sempre por aí e por aí segue. Infindável indiferença. Totalmente "under", mas até onde é ou ficou? A vida ensina a tendência a pessoa capta.
-Vamos tomar uma cerveja para comemorar? é segunda-feira mesmo...
- Ih cara tô no pinote...mas não sou de ferro. Mereço dar uma parada. Mas lembra? continuo sem grana...
- Novidade! eu pago. Você não se preocupe. Gosto de você, sua compania é o meu melhor pagamento. Relaxa. Até parece que você precisa se preocupar com isto...diz rindo a primeira.
Chegam ao bar:
- E daí minha amiga que você tá fudida de grana eu já sei e o resto? Garçon!! uma cerveja por favor.
-Mais uma cerveja para o meu curriculum...Risadas. - Minha vida tá assim: de dia rifo o almoço para ter o jantar e o jantar para ter o café da manhã.
- Que horror! mas vindo de você sei que é diversão e seu trabalho?
- Dou uns pulos aqui. Outros pulos ali. E assim vai. Você sabe. Deus está em dívida comigo...Tenho a impressão que alguém quer me ensinar alguma coisa e o duro é que sempre sou eu quem ensino. Ingenuidade de minha parte, sei lá...Você sabe que não gosto de falar de mim. Li esses dias atrás algumas frases de Freud, e uma delas me chamou a atenção. Ele diz que estamos todos acostumados a receber críticas mas quando alguém nos elogia não sabemos o que fazer: o que fazer com o nosso lado positivo, se é que ele existe? Mas esse diálogo tá muito sério tanto para mim como para você. Ergue o copo e brinda, com a garrafa: - Tim-tim! não sei se sou pornográfica ou profunda. O que dá na mesma...Risadas. - Mas me diz por onde andastes por tanto tempo? acostumei a te ver e derepente você sumiu. Também senti a tua falta. Ou você acha que só eu sumi?
- É verdade, eu também sumi. Foi coisa profissional. Transferiram-me de bairro. E você nunca tem um endereço fixo. Um dia te vejo aqui amanhã só Deus sabe ou o Diabo sei que tem amizade com os dois...Mas e os amores?
- Nem te conto. Tô fora! só me meto em encrencas, você sabe!
Risadas.
- Só você mesmo...
- Pois é minha amiga... Não sei como explicar. Coça a cabeça e faz careta. Risos. Brincadeiras de amigas...continua fazendo gestos - Uma mulher chegou e me disse depois de rir um monte comigo: - Te beijei porque você é engraçada! Risos e a amiga quer interferir...e ela continua já interagindo com o bar inteiro praticamente (todos se conhecem) -... outra ainda me diz que sou fol-cló-ri-ca...Mais risos. -... Outra diz-me que não me quer porque sou doce demais. Quase se viram do avesso de tanto rir. - E outra ainda me diz que tenho olhos de husky siberiano... , rindo aos montes e todos a acompanham - imagina: um Arrelia vestido de Cuca cheio de glacê até o pescoço com olhos solitários...quer mais? imagina a figura!!!
- Só você mesmo...Meu Deus! acabo de desentoxicar o meu fígado...Tô com as faces paralizadas...Só você mesmo...
- Pois é...tu achas que tenho futuro? nenhum... responde já com a gargalhada estampada até o pescoço...
continua- Acha que tenho algum futuro? deixa prá lá...sei que não tenho...mas você perguntou de meus amores ...e, eu apenas respondi.
gargalhadas e o tempo passa. Passa mas, não aquele tempo tão diferente. Tão espaçoso e tão confiante: elas sabem: embora se amem: não se encontrarão mais. Sabem mas perceveram naquilo que todo ser humano espera: ali estão. Amores para a vida toda numa vida sem amores: Duas!
- Olá como vai você? diz uma voz declaradamente feliz. - pensei que tivesse partido. Ontem ainda liguei para aquele número que você me deu e só deu secretária eletrônica. Desculpe-me mas pensei mesmo que tivesse partido. É bom mesmo te ver...
- Ih...minha vida, nem te conto. Respondeu com um sorriso de invejar qualquer modelo de pasta de dentes. - Tá pior que o Labirinto e o duro é que tem mais de um Minotauro. Mas sempre surjo da sombra ou das cinzas. Aliás, as sombras e as cinzas são o meu lugar. Mas, eu insisto!! não se pode perder a delicadeza da vida por mais que nos instiguem. A vida é dura para quem é mal humorado. Não é mesmo?
Risadas e abraços. Há muito não se vêem. Também da segunda só posso dizer que nem sinais de fumaça a atingem. Está sempre por aí e por aí segue. Infindável indiferença. Totalmente "under", mas até onde é ou ficou? A vida ensina a tendência a pessoa capta.
-Vamos tomar uma cerveja para comemorar? é segunda-feira mesmo...
- Ih cara tô no pinote...mas não sou de ferro. Mereço dar uma parada. Mas lembra? continuo sem grana...
- Novidade! eu pago. Você não se preocupe. Gosto de você, sua compania é o meu melhor pagamento. Relaxa. Até parece que você precisa se preocupar com isto...diz rindo a primeira.
Chegam ao bar:
- E daí minha amiga que você tá fudida de grana eu já sei e o resto? Garçon!! uma cerveja por favor.
-Mais uma cerveja para o meu curriculum...Risadas. - Minha vida tá assim: de dia rifo o almoço para ter o jantar e o jantar para ter o café da manhã.
- Que horror! mas vindo de você sei que é diversão e seu trabalho?
- Dou uns pulos aqui. Outros pulos ali. E assim vai. Você sabe. Deus está em dívida comigo...Tenho a impressão que alguém quer me ensinar alguma coisa e o duro é que sempre sou eu quem ensino. Ingenuidade de minha parte, sei lá...Você sabe que não gosto de falar de mim. Li esses dias atrás algumas frases de Freud, e uma delas me chamou a atenção. Ele diz que estamos todos acostumados a receber críticas mas quando alguém nos elogia não sabemos o que fazer: o que fazer com o nosso lado positivo, se é que ele existe? Mas esse diálogo tá muito sério tanto para mim como para você. Ergue o copo e brinda, com a garrafa: - Tim-tim! não sei se sou pornográfica ou profunda. O que dá na mesma...Risadas. - Mas me diz por onde andastes por tanto tempo? acostumei a te ver e derepente você sumiu. Também senti a tua falta. Ou você acha que só eu sumi?
- É verdade, eu também sumi. Foi coisa profissional. Transferiram-me de bairro. E você nunca tem um endereço fixo. Um dia te vejo aqui amanhã só Deus sabe ou o Diabo sei que tem amizade com os dois...Mas e os amores?
- Nem te conto. Tô fora! só me meto em encrencas, você sabe!
Risadas.
- Só você mesmo...
- Pois é minha amiga... Não sei como explicar. Coça a cabeça e faz careta. Risos. Brincadeiras de amigas...continua fazendo gestos - Uma mulher chegou e me disse depois de rir um monte comigo: - Te beijei porque você é engraçada! Risos e a amiga quer interferir...e ela continua já interagindo com o bar inteiro praticamente (todos se conhecem) -... outra ainda me diz que sou fol-cló-ri-ca...Mais risos. -... Outra diz-me que não me quer porque sou doce demais. Quase se viram do avesso de tanto rir. - E outra ainda me diz que tenho olhos de husky siberiano... , rindo aos montes e todos a acompanham - imagina: um Arrelia vestido de Cuca cheio de glacê até o pescoço com olhos solitários...quer mais? imagina a figura!!!
- Só você mesmo...Meu Deus! acabo de desentoxicar o meu fígado...Tô com as faces paralizadas...Só você mesmo...
- Pois é...tu achas que tenho futuro? nenhum... responde já com a gargalhada estampada até o pescoço...
continua- Acha que tenho algum futuro? deixa prá lá...sei que não tenho...mas você perguntou de meus amores ...e, eu apenas respondi.
gargalhadas e o tempo passa. Passa mas, não aquele tempo tão diferente. Tão espaçoso e tão confiante: elas sabem: embora se amem: não se encontrarão mais. Sabem mas perceveram naquilo que todo ser humano espera: ali estão. Amores para a vida toda numa vida sem amores: Duas!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
"Cor da noite
sorriso da Lua
Nua.
Blitz!"
"Agonia de querer-te
Suavemente..."
Risca estas palavras dentro do ônibus indo para casa. Não imaginara ser observado pelos olhos da presa em degustação - em sua memória a cobra enrolada em um animal que parecia ser um rato, tentou ser aquele rato...Encantava-lhe a possibilidade de transformar em imagens a cena: comunicação.
Aquele dia foi uma luta desigual: ele contra o que lhe parecia um fantasma: ele próprio. Aquela era a imagem: ele - o choque. O vazio da luta contra a cobra: O de dentro MISTÉRIOS...
E o transbordar de sentimentos - cobra ou rato? Dentro de nós trazemos a heróica existência de nós mesmos. É isto: a vida só lhe vale por estar vivo, não quer outro motivo: a Lua, a caminhada, a espátula é tudo o que quer. Pensa em sua escultura ansiosamente aguardada em seu caminho.
Sem saber o que lhe encanta: Seria a Lua que persistia esconder-se entre as montanhas? o vento é a sua mais forte emoção, sente-o carinhosamente estúpido em seu rosto despenteando-lhe as idéias e seus pensamentos como a bandeira em frente ao prédio que passara. Não entende muito bem o porquê da sensação.
O ônibus em seu percurso, risca:
"Suave
mente
ardente"
sorriso da Lua
Nua.
Blitz!"
"Agonia de querer-te
Suavemente..."
Risca estas palavras dentro do ônibus indo para casa. Não imaginara ser observado pelos olhos da presa em degustação - em sua memória a cobra enrolada em um animal que parecia ser um rato, tentou ser aquele rato...Encantava-lhe a possibilidade de transformar em imagens a cena: comunicação.
Aquele dia foi uma luta desigual: ele contra o que lhe parecia um fantasma: ele próprio. Aquela era a imagem: ele - o choque. O vazio da luta contra a cobra: O de dentro MISTÉRIOS...
E o transbordar de sentimentos - cobra ou rato? Dentro de nós trazemos a heróica existência de nós mesmos. É isto: a vida só lhe vale por estar vivo, não quer outro motivo: a Lua, a caminhada, a espátula é tudo o que quer. Pensa em sua escultura ansiosamente aguardada em seu caminho.
Sem saber o que lhe encanta: Seria a Lua que persistia esconder-se entre as montanhas? o vento é a sua mais forte emoção, sente-o carinhosamente estúpido em seu rosto despenteando-lhe as idéias e seus pensamentos como a bandeira em frente ao prédio que passara. Não entende muito bem o porquê da sensação.
O ônibus em seu percurso, risca:
"Suave
mente
ardente"
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
à uma geração
Enquanto conquistávamos o mundo
nossa casa ficava cada vez mais deserta:
deserta de cuidados, de amor, de educação.
O mundo não foi conquistado - que cansaço!
A casa caindo:
os olhos se abrindo (tarde demais).
As janelas que não abrem,
o telhado ruindo,
a morte solta como um bichinho de estimação:
A vida fugaz!
Os caminhos cada vez mais vagos.
Por quantos sonhos teremos passado enquanto
dormiam todos os planos por nós pensados?
As esquinas andam soltas como balões.
Em cada um os sonhos esvaem-se soltos pelo ar:
como as palavras ou as emoções.
Os passos vazados em mais um chão: A poeira que
já não sobe translúcida.
As ladainhas de sempre:
os cremes, o corpo e o copo
o pouco do lucidar na transparência.
O ninar. O mimar.
O rimar à procura do mar
na selva acabada de concreto:
com quantos pneus se contrói
um coração atropelado?
nossa casa ficava cada vez mais deserta:
deserta de cuidados, de amor, de educação.
O mundo não foi conquistado - que cansaço!
A casa caindo:
os olhos se abrindo (tarde demais).
As janelas que não abrem,
o telhado ruindo,
a morte solta como um bichinho de estimação:
A vida fugaz!
Os caminhos cada vez mais vagos.
Por quantos sonhos teremos passado enquanto
dormiam todos os planos por nós pensados?
As esquinas andam soltas como balões.
Em cada um os sonhos esvaem-se soltos pelo ar:
como as palavras ou as emoções.
Os passos vazados em mais um chão: A poeira que
já não sobe translúcida.
As ladainhas de sempre:
os cremes, o corpo e o copo
o pouco do lucidar na transparência.
O ninar. O mimar.
O rimar à procura do mar
na selva acabada de concreto:
com quantos pneus se contrói
um coração atropelado?
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Quem sou eu
- silponzil
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- A cada dia se reforça o discurso e a necessidade da Reciclagem de Materiais, eu respeito. Mas o que mais me atrai é poder dar forma e vida a objetos que estariam fadados às cinzas e a destruição: Reutilizar, Refazer. Respeito ao ambiente, às gerações futuras e aos próprios objetos. Somos uma totalidade. Não há como separar, o conhecimento popular, a arte a cultura, a história. O que nos une é a busca.